Braatz estreia na TV como comentarista de arbitragem




Movido a desafios, o ex-assistente de arbitragem e atual secretário do Esporte e Lazer de Marechal Cândido Rondon e presidente da Associação dos Árbitros do Paraná, Roberto Braatz, fez sua estreia em rede estadual de televisão como comentarista de arbitragem. O rondonense participou dos jogos de ida e volta do Atletiba pela final do Campeonato Paranaense de Futebol, nos dois últimos finais de semana, em Curitiba.

Ele conta que o convite surgiu em uma conversa informal com o diretor de Esportes da RPC TV, Gil Rocha, durante a semifinal entre Londrina e Curitiba, e que acabou se concretizando no dia 04. “A RPC só conseguiu a liberação para transmitir os jogos no sábado, véspera da primeira partida da final.

O Gil então conversou comigo e eu disse que se fosse para uma experiência estaria aberto; é sempre um desafio, uma coisa nova. Ele disse que meu histórico era interessante para eles e queriam alguém que tivesse conhecimento em arbitragem para comentar os jogos, acabei aceitando e participei destas duas transmissões”, disse à reportagem do Jornal O Presente.

A avaliação que o profissional faz desta sua primeira experiência é bastante positiva, em vista de que pôde comentar a atuação da arbitragem de forma bem explicativa. “Às vezes as pessoas confundem que os comentaristas de arbitragem estão lá para falar mal, mas não, estão ali para dizer o que o árbitro fez de correto ou porque em alguns lances não acertou, o que seria o correto na ocasião. Minha atuação repercutiu bem. Era e é uma preocupação que eu tenho por estar no meio da arbitragem, não posso sair ‘arrebentando’, mesmo nos lances que a arbitragem acabou errando, foram poucos, o comentário foi produtivo, pois esclareceu o que seria o correto e porque o árbitro não tomou a atitude correta”, declara Braatz.

Ele comenta que há algum tempo não se via como comentarista e que ficou bem ansioso, porque não sabia como seria a repercussão, além de ter a preocupação de falar algo que não fosse condizente com a regra do jogo. “É um ambiente novo, que você não vê como funciona; está com o ponto e tem 30 vozes no teu ouvido, é uma coisa que até assusta, mas acabou que foi tranquilo e até a própria repercussão dentro da mídia de Curitiba foi bem positiva. Agradeço pela oportunidade”, declarou o rondonense.

“Durante as duas transmissões, talvez um ou dois momentos que enrolei a língua, porque falar diretamente para uma câmera é diferente, talvez não para quem já esteja acostumado, porque normalmente você está olhando para alguém quando conversa. Minha esposa e amigos assistiram e puderam dar um feedback sobre minha atuação”.

(O Presente)