02 julho 2021

Rondonense Ademir Santana, o Batata, será representante em jogos da Liga Nacional


Uma grande notícia para a arbitragem regional. Nesta semana, o rondonense Ademir Aparecido Santana, o Batata, foi convidado pela CBFS, após ser indicado pelo presidente da Federação Paranaense de Futebol de Salão (FPFS), Jesuel de Souza, para ser representante em jogos da Liga Nacional Futsal, maior competição do salonismo brasileiro.

Em Santa Helena, Ademir é mais conhecido como Batatão, pois é irmão do santa-helenense Paulo Santana, que também é chamado de Batata e é um dos caras mais queridos do esporte santa-helenense. 

Com uma trajetória de 24 anos na arbitragem, Batata relembra com uma boa dose de humor a primeira vez que trilou o apito. “Comecei atuar na arbitragem em 1997 como anotador da Liga Rondonense de Esportes. No ano seguinte comecei a fazer parte da Associação dos Árbitros Rondonenses (AAR) e apitei meu primeiro jogo no Campeonato do Clube Aliança, em companhia do Carlos Braatz, que por sinal me emprestou os cartões, apito e calção”.

A partir daí a careira de Ademir Santana na arbitragem decolou. “Na sequência comecei a trabalhar como árbitro no futsal, futebol sete e futebol de campo, onde trabalhava como assistente. Fui designado para apitar três jogos de futebol de campo, mas não era a minha praia. Em 2003 fiz o curso e ingressei no quadro da Federação Paranaense de Futebol de Salão (FPFS). De lá para cá apitei todas as categorias, desde o sub-07 até a Série Ouro”, menciona.

Em 2013, Batata passou a trabalhar também em Jogos Oficiais do Estado como coordenador, e mais tarde, em 2016, foi convidado a ser delegado em um congresso na cidade de Foz do Iguaçu, prontamente aceito. Na final da Série Ouro de 2019, entre Foz Cataratas e Dois Vizinhos, o rondonense teve uma das grandes noites de sua carreira. “Tive a honra de ser o delegado da final do Campeonato Paranaense na cidade de Foz do Iguaçu, foi uma emoção única”, afirma.

Foi então que chegou a hora de subir mais um degrau na carreira. “Quando recebi e aceitei o convite foi uma emoção muito grande, pois buscamos sempre fazer o nosso trabalho de maneira humilde para alcançar nossos objetivos. A LNF é a competição que todos os jogadores, árbitros e delegados querem chegar para trabalhar. Agradecer em primeiro lugar a Deus, minha esposa Sandra e filhos que por muitas vezes, muitas mesmo, tive que deixar em casa, como em datas especiais e aniversários, e também a Liga Rondonense de Esportes e Associação de Árbitros Rondonenses por me receber como integrante e de forma muito especial a todos os árbitros que de uma forma ou outra sempre me ajudaram. Não vou citar nomes, pois poderia esquecer de alguém. Estou muito feliz com mais  esse desafio em minha vida”, comemora.

À princípio, a trajetória de Ademir Santana como representante da CBFS nos jogos da Liga Nacional será em sua casa, Marechal Cândido Rondon, em partidas do Marechal Futsal, contra Foz Cataratas, Minas e Tubarão, nos dias 17, 20 e 23 de julho, respectivamente.

O cargo

Deixar de lado o apito para assumir outras responsabilidades durante uma partida de futsal parece ser o próximo passo de Batata, prestes a completar 49 anos. “Continuo apitando pelo menos essa temporada, depois acho que vou pendurar o apito e cartões”, planeja, falando sobre as principais funções de um representante. “Na função de delegado/comissário você começa a trabalhar a partir do momento em que sai a escala, entrando em contato com os árbitros, dirigentes para fazer a planificação da logística da arbitragem e das equipes, conversando sobre uniformes, documentos dos ginásios e nos dias de hoje sobre os protocolos de cada competição, por que naquele momento do jogo você é o responsável da Federação/ CBFS de tudo o que acontece antes, durante e depois da partida”, explica.

Sobre o momento da arbitragem rondonense, especialmente no que diz respeito ao futsal, Batata complementa. “Já tivemos muitos árbitros bons em Marechal. Com o tempo isso foi diminuindo e hoje temos somente três representantes na Federação. Alguns árbitros mais novos começaram há menos tempo e ainda terão suas oportunidades na Federação”, afirma Batata, citando seus companheiros da ‘ativa’ Marcio Sauer e Jair Zimmer.

(Fonte: Site Olho na Bola - Marechal Rondon)

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